Fugi.
Durante um fim-de-semana.
Para onde eu não queria ir. Por saber que acabo por gostar. Por saber que não queria voltar.
Apaixonei-me. Nem sei pelo que. Nem sei por quem.
É a minha(nossa) ilha.
Como costumo dizer:
Apanho o barco, piso aquela areia e tudo se apaga:
-Apagou um homem que agora me enoja, que vem sempre acompanhado de confusões e de uma mulher completamente maníaca.
-Apagou um miúdo que precisa de esquecer a ex-namorada mas que me faz lembrar romances encantadores de infância que duram até sempre. É a minha fraqueza.
-Apagou toda a gente que me chateia.
-Apagou o resto que não importa referir.
Uma sexta a noite mexicana, um mexicano com um sorriso encantador.
É o meu poder sedutor capaz de tudo.
É a minha família.
É aquele bar mágico
São as estrelas, o mar e os outros sorrisos.
É o farol.
E nos entretantos:
"Amor vamos sair?"
Pensamento: não sou amor de ninguém.
Resposta: estou na ilha.
"Oh amor e não disseste nada? Ficas aí até quando amor?"
Fim
Mas é o farol, é a ilha e eu quero fugir novamente. E não voltar mais
Pois foi.
É complicado.
Há dias chamavas-me de amor e forçosamente tínhamos de reinventar o que já fomos.
Hoje sorrio de forma descontrolada, como só eu sei -sim é verdade, eu conheço-me-, e aceno. Lamento que acenes para as outras pessoas. Ai!! Sinto-me pequena...minúscula e envergonhada. Nunca mais falo contigo. Não quero imaginar a nossa reinvenção. Porque simplesmente não quero.
Estava a ser um dia normal. Sim. As minhas manobras de condução não estão no ponto...foi um singelo desabafo. Mas um dia normal.
Estava a ser um DIA normal.
Lembro-me de reforçar que vou tirar Direito. O que eu fui fazer, santa Catarina!
O meu ex-namorado orgulha-se. Pois. Da-lhe jeito. Uma pessoa chega a uma certa idade e começa a pensar na velhice.
Outro (p.s.-I love you, ver tag) insiste que não é o meu futuro. É artista o homem. Vê-me noutra coisa. Mas eu também não consigo dialogar com ele.
Vejo também há poucas horas a ex-mulher do meu ex-amigo-sei-lá-o-quê, cuja senhora, nesses segundos, pára a conversa, olha para mim, muda a expressão facial...e pronto.
Concluo que me quero afastar desta gente toda.
Sim quero fugir.
Já não me interessa.
A minha paixão, sim são os homens.
Mas quero ir para Lisboa.
Quero viver apaixonadamente na dita cidade. Na cidade que acolhe a cultura...sim, esta última a minha paixão.
Já faz falta crescer!
Seis anos.
Seis é um número bonito.
Não sei bem o que fomos. Sei que fui feliz.
Fui feliz ao passear contigo na Quinta da Regaleira...a primeira vez que passeei contigo.
Fui feliz de todas as vezes que fizemos as pazes. No inicio ainda contava quantas vezes nos tínhamos afastado...agora sei que foram algumas vezes.
E da última vez pensei que tivesse sido para sempre.
Na verdade preferia que tivesse sido para sempre. Na verdade, porque gostaria de ser tua amiga, e ser só tu amiga sempre foi impossível. Seis anos depois, acho que prefiro assim...só nos damos bem de uma forma.
É homogénea a nossa vontade, e isso é estranho. Talvez pertençamos um ao outro. Mas isto é o tipo de coisas em que não quero acreditar...
Seis anos...foi do que eu comecei a falar.
Seis é um número bonito.
Voltaste a ter coragem para me chamar amor, o que me faz confusão.
Mas apesar de mais crescidos desde a última vez, que foi há 2 anos, parece que sempre estivemos juntos.
Não sei.
É tão bom sentir a nossa cumplicidade ao balcão do bar, ou senti-la no simples facto de te sentares ao meu lado e perdermo-nos na conversa sobre nada, senti-la também ao ires embora e teres o cuidado de me lembrares que estás sempre comigo.
No entanto, é claro que não crescemos sempre de mão dada, e como tal as ideias e os pensamentos são diferentes. O curioso é que não tenho problema em dizer-te o que não gosto, mesmo sabendo que ficas "de pé atrás", porque explico-te o porquê, e depois sorris e das-me um beijinho..e assim será para que a nossa relação(mesmo que não seja uma relação normal) nunca seja uma fonte de mal entendidos.
Fim.
E sem saber. Outra vez.
O nosso novo começo.
Anos depois de nos cruzarmos sem uma palavra. Anos depois de dialogos apenas com os olhos.
O acaso.
O imprevisto.
A viagem no mesmo carro
Sem sabermos.
Conversámos.
Super Bock, tabaco e um isqueiro. a minha mala.
Uma carícia na orelha
Loucos. Guerreiros e amantes em segredo. Noutro tempo.
Loucos e guerreiros ainda! Não amantes por enquanto.
E é esta a história do recomeço da nossa amizade. Alívio, sem dúvida. Orgulho em nós, por tudo o que fomos e que experimentámos juntos. Orgulho por sabermos sorrir um para o outro e compreendermo-nos. Cumplicidade ao sorrir e todos à nossa volta quererem saber o que se passa.
Loucos e Guerreiros. Adultos. Embora tentados a cair no erro de passar para além de conversas, e ao passar mais além tudo recomeça. E o silêncio volta. Mas que importa? Sabemos sempre ser felizes....juntos ou não :D
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